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PASSEIO NÁUTICO DA PRAIA DA RAPOSA AOS PEQUENOS LENÇÓIS - 1ª PARTE

Já faz mais de cinqüenta anos que uma colônia de pescadores cearenses em busca de novos locais para pesca, decidiu partir rumo a terras maranhenses, fixando-se a aproximadamente 35 km da capital São Luis, numa região que devido à fartura de peixes se apresentou como local ideal para a nova empreitada. Um fato curioso se sucedeu a partir daí, o pescado salgado e exposto nos jiraus começou a desaparecer. Desconfiados da presença de raposas no local, os pescadores sabiam que bastaria uma ser abatida para afugentar o bando. E assim fizeram, deixando exposto no local o corpo do animal, para que servisse de aviso a qualquer tipo de novo saque. O tempo foi passando e o povo ao se dirigir para aquela localidade, começou a fazer referência associando o local à raposa exposta.
Atualmente a Raposa é um município, oficialmente criado em 1997, a quarenta minutos do centro da capital São Luís, cuja pesca é a base da economia local e que tem chamado atenção dos turistas pelo belo artesanato de rendas, feito pelas mulheres dos pescadores. É claro, que pairam uma série de dúvidas sobre a história de origem deste município, mas resolvi abordá-la para dar um clima do local onde inicia-se o passeio náutico de caráter turístico apresentado neste artigo, que conduz o viajante a vislumbrar todo o ecossistema do local, uma região marcada pela presença dos manguezais, dunas, pequenas ilhas e suas praias exuberantes. Este passeio, inclusive já foi objeto de matéria do telejornal Bom Dia Brasil da rede globo.

Partimos do cais da Raposa, alojados em um colorido barco de madeira exclusivo para passeios turísticos, onde os coletes salva-vidas são obrigatórios e a sede é refrescada pela presença de uma caixa de isopor com bebidas consignadas em parceria com um bar local. Logo no início, vislumbramos na margem esquerda, garças e maçaricos lotando uma ponta de areia da ilha de Carimã (do tupi, significa farinha ou massa de mandioca). Tomamos a margem direita, no sentido de ilhas de manguezais, entre elas Taquiri e Sericora, que são nomes de aves do local. Nelas abundam espécies rasteiras como pau vermelho (rhizophora mangle), espécie de vegetação de raiz aérea, que possui alto teor corante. É nesse momento que adentramos nos furos, trechos ou córregos internos dos mangues, os quais conseguimos entrar somente com barcos pequenos do tipo que utilizamos. O início da entrada nos furos é marcado pelos desenhos nas águas, feitos pelos peixes tralhotos, ou tariotas (ou quatro-olhos), que possuem olhos grandes saltados, habilitados com sua metade superior para visão fora d’água e a metade inferior para visão aquática. Já velhos conhecidos meus, dos banhos nas praias, estes peixes desta vez me surpreenderam pelo grande tamanho, mas devido à velocidade que nadam foi impossível registrá-los nas fotos.


Escrito por Marcelo às 14h42
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PASSEIO NÁUTICO DA PRAIA DA RAPOSA AOS PEQUENOS LENÇÓIS - 2ª PARTE

O ideal, aliás, seria que a embarcação não possuísse motor, para não espantar os animais da rica fauna local e perdermos a chance de fotografá-los. O comandante após adentrar nos furos até que faz sua parte, desligando o motor e partindo para o remo. Entre os animais que podemos encontrar estão as raposas (é claro), os macacos, o caranguejo-ucá, tatus, cotias, tartarugas, além de uma vasta espécie de aves, entre pica-paus, jacus, guarás (ultra-vermelhos), marrecos, taquiris, sericoras ou saracuras, garças e os inúmeros maçaricos, aves migratórias em sua passagem pelo Brasil.

Um imprevisto que pode acontecer é a impossibilidade continuar navegando furo adentro, devido à baixa da maré, o que se sucedeu conosco. Nessa hora, o melhor a fazer é não perder tempo e sair enquanto se pode dando continuidade ao passeio. Algo que eu gostaria de colocar, é que o mangue tem que ser visitado com olhos abertos para sua riqueza ambiental, caso contrário o visitante cai no tédio de achar que esta no meio de um monte de lama e mata. Além disso, que vem para um passeio de eco-turismo deste tipo, tem que esquecer a palavra conforto, e isso vale como um todo para o turismo ecológico feito no Maranhão, onde em geral a população é muito pobre, sem a preparação para um atendimento adequado e os locais com preços mais acessíveis são bem rústicos. Outro cuidado que o visitante tem que ter é não cair nessa história de que aqui é verão o ano inteiro, isso não existe. O Maranhão é uma área de transição entre o norte e o nordeste, portanto em grande parte de sua extensão é beneficiando pelas chuvas, concentradas principalmente durante os meses de janeiro a maio. Como era fevereiro, não ficamos imunes a uma chuva que caiu no meio do passeio. O guia tentou nos animar, avisando que o mar fica mais calmo durante a chuva, mas confesso que não é uma das sensações mais agradáveis estar em um barco, com água em cima e em baixo, batendo o queixo de frio, numa metralhada forte de pingos que em nada lembra uma hidromassagem.

Escrito por Marcelo às 14h27
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PASSEIO NÁUTICO DA PRAIA DA RAPOSA AOS PEQUENOS LENÇÓIS - 3ª PARTE

Após sairmos dos Furos do Sururu e do Caranguejo, encontramos uma fazenda de ostras. Isso mesmo. É uma plataforma flutuante de madeira, com pequenos currais em rede onde acredito que as ostras são separadas pela fase de desenvolvimento. Os barcos chegam e encostam para quem aprecia poder se deliciar com estes moluscos fresquinhos.


Partimos em direção ao encontro da Bahia de São Marcos com a Bahia de São José de Ribamar, de onde nos dirigimos para Itaputiua, uma ilha arenosa de encostas rochosas, com trilhas abertas para passeios ecológicos. Logo na chegada encostamos o barco junto às pedras negras que acabam por tingir a água em volta de um tom café. Acredito que daí surge o nome do local, já que “ita” significa pedra em tupi, e não “putiua” mas “tiua” significa abundância. Basta mergulharmos a poucos metros de distancia da areia e já ganhamos profundidade, nos sentindo totalmente integrados ao mar, com direito a tomarmos cuidado com a presença de animais marinhos. Do alto da colina da ilha, é possível vislumbrar uma vista panorâmica da Bahia de São José de Ribamar.





Escrito por Marcelo às 14h18
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PASSEIO NÁUTICO DA PRAIA DA RAPOSA AOS PEQUENOS LENÇÓIS - 4ª PARTE
Nos despedimos de Itaputiua e seguimos rumo ao mais belo lugar do Passeio, a Ilha de Carimã, início geográfico dos pequenos lençóis; um local cheios de dunas fantásticas de tamanhos generosos que finalizam na praia dos Currais, com suas ondas convidativas. Convém lembrar que entre as dunas deste local não se formam lagoas de cor verde ou azul turquesa, como na região do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, que, aliás, para quem pretende visitar, o ideal é escolher os primeiros meses após o final do período das chuvas, tipo segunda quinzena de maio até agosto. Fora disso, salvo exceções, ou leva chuva ou encontra as lagoas secas, bem deserto mesmo.






Na encostas das dunas da Ilha de Carimã, na parte que margeiam os mangues, é encontrada a lama medicinal, já muito famosa e procurada por turistas de outros estados e até do exterior - teria ela propriedades medicinais e rejuvenescedoras. Meus amigos resolveram experimentar, conseguindo de imediato ficar muito engraçados cobertos de negro. Eu como tenho minhas cautelas e não senti necessidade, não me atrevi à tamanha façanha.


Foi nesse momento que o dia começou a desaparecer, tomamos o barco e se o tempo não estivesse nublado com certeza vislumbraríamos um belo pôr do sol. Em poucos minutos já estávamos de volta ao cais da Raposa, certos de termos feito um passeio inesquecível. Para os interessados na aventura, o passeio é organizado pelo Marcos – ver créditos – com recepção no local pela Fox Turismo. O horário de saída varia conforme a maré, podendo ser no início da manhã ou da tarde. Espero que o leitor tenha curtido. Indicações deste site para amigos e comentários deixados aqui são sempre bem vindos.

Escrito por Marcelo às 13h41
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OBRA DE RESIDÊNCIA DE JOVEM CASAL INICIADA

Lembram-se daquele projeto da residência de jovem casal apresentada neste site? (ver arquivo: 06/02/2005 a 12/02/2005)
Pois é, a obra já começou e está a todo vapor. Gostaria de congratular a minha cliente Elidaci, que além de ser uma pessoa super educada, se mostrou muito inteligente na compreensão de todos os projetos e detalhes, fazendo uma boa explicação para os pedreiros da obra.


Escrito por Marcelo às 13h24
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